" A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou mais corretamente, de ser amado apesar daquilo que você é." [Victor Hugo]
Vive-se a era da informatização, da moda e da tecnologia, onde os produtos oferecidos pelas mesmas atraem e induzem pessoas a sempre renovarem seus pertences, seus chamados bens materiais. Tais propriedades preenchem um prazer momentâneo mas que, infelizmente, deve ser renovado logo. É a felicidade rápida, fugaz. Logo estar-se-á a procurar novidades ou haverá a precisão em consumir mais, comprar mais.
O ter está aliado diretamente ao ser, concepção essa totalmente errada. O que se pensa é o que se é, logo, o que se tem não significa absolutamente nada nesse aspecto. O mundo do ser é o mundo das ideias, do modo de agir de cada um, de como encara-se a realidade, enfim, do que escolhe-se pra si. Já o ter é o que se consome, chamada propriedade privada. Deste modo, ela compõe, chega a fazer parte do ser, mas não o é.
Certa matéria, encontrada na Revista Superinteressante, afirma o segredo da vida. Pensa-se ser algo muito difícil de alcançar ou atingir e surpreende-se ao ler que é, de fato, algo muito singelo: simplesmente ter amigos. Nas experiências feitas, pessoas são analisadas desde o seu nascimento até a vida adulta e constata-se que as que possuíram amigos foram as que viveram por mais tempo e que, consequentemente, foram mais felizes.
Assim, percebe-se que não existe segredo para a felicidade, já que esta é algo quase impossível de ser atingido em sua totalidade, mas que existem gestos e atos que tornam a vida mais proveitosa, prazerosa e que são, não por acaso, o que existe de mais simples. É tarefa difícil despojar-se das ambições, algo comum entre seres humanos, para tentar seguir de modo humilde, e isso não significa subtrair tudo o que existe de consumível.
Aprofundando no que significa a palavra consumo: destruição, destruir; enfraquecer, abater; desgostar, mortificar; apoquentar-se, já se pode criar uma noção do que o mesmo faz/trás a quem o coloca em prioridade.
Afinal, qual é a razão principal em ser feliz?
Há certa necessidade em ter também, mas não é preciso o acúmulo dessas riquezas, já que estas só são primordiais quando no sentido figurado: riquezas de bem-estar, de saúde, de emoções e sentidos e, justamente, de amigos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário